PROJETOS E PRÁTICAS EDUCACIONAIS I
DATA DE INÍCIO DA SALA DE AULA DE PROJETOS E PRÁTICAS 1 |
DATA | 16/11/2021 |
Licenciandos (a) Componentes do Grupo |
Nome | Ana Cristina Barros da Silva |
Nome | Camila Batista da Cruz Heath |
Nome | Deilson Barbosa da Silva |
Nome | Jersom Henrique de Souza |
Nome | Jussara AP das Graças |
Nome | Lyzette Gonçalves Moraes de Moura |
ATIVIDADE 1 – INVESTIGAÇÃO/ CURADORIA DIGITAL
Nesse primeiro momento, o (a) licenciando (a) deve realizar a leitura atenta das diretrizes divulgadas e, posteriormente, iniciar o seu processo de pesquisa, de acordo com as solicitações apresentadas.
O quadro a seguir, tem como objetivo orientar a organização da sua investigação, 1º. momento, bem como apoiar o registro das informações encontradas ao longo das pesquisas realizadas.
Portanto:
Realize a pesquisa bibliográfica e audiovisual sobre o tema da disciplina “Educação Inclusiva e Educação Especial” na Internet, na nossa Biblioteca Virtual, entre outros espaços disponíveis e gratuitos;
Selecione um material (pode ser texto, áudio, vídeo, entre outras possibilidades) e registre as informações necessárias à sua identificação no quadro a seguir;
O primeiro material a ser pesquisado tem como conceito “Educação Especial”;
O segundo material a ser pesquisado tem como conceito “Educação Inclusiva”;
O terceiro e o quarto material, são de livre escolha, ou seja, o (a) licenciando (a) deve aproveitar esse espaço para buscar conteúdos que favoreçam a compreensão do desafio educacional apresentado na disciplina;
Após todo o processo investigativo e de reflexão, realize o registro do quadro a seguir.
1º. Momento - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA E AUDIOVISUAL SOBRE O TEMA DA DISCIPLINA “Educação Inclusiva e Educação Especial” Pesquise um artigo e um vídeo sobre os conceitos em destaque. Importante: Todos os textos e todos os materiais audiovisuais deverão ser lidos/assistidos na íntegra. Você é um (a) licenciando (a) pesquisador (a)! |
Conceito: Educação Especial
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Vídeo: Educação Especial e Educação Inlcusiva: Disponível em: https://youtu.be/s1b63AfoqO0
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Conceito: Educação Inclusiva
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Vídeo: História da Educação Inclusiva: Disponível em: https://youtu.be/a5plg9uHVEU
Texto: Declaração de Salamanca. Disponível em: portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf |
Conceito: Acessibilidade
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Vídeo 1: Acessibilidade e tecnologia assistiva na Educação Disponível em: https://youtu.be/6GA-tjVgajQ
Vídeo 2: Educação Para Todos: Acessibilidade nas Escolas. Disponível em: https://youtu.be/izIJ0MAdIpc
Artigo: Corrêa, Priscila Moreira e Manzini, Eduardo José. Um estudo sobre as condições de acessibilidade em pré-escolas. Revista Brasileira de Educação Especial [online]. 2012, v. 18, n. 2 [Acessado 13 Janeiro 2022], pp. 213-230. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1413-65382012000200004>. Epub 06 Jul 2012. ISSN 1980-5470. https://doi.org/10.1590/S1413-65382012000200004.
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Conceito: Surdez
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Vídeo 1: Os surdos têm voz. Disponível em: https://youtu.be/Bcq6GPyMfPo
Vídeo 2: Quando se escuta com os olhos! Disponível em: https://youtu.be/yFJ6bJ6MlpI |
2º. Momento - RESUMO E REFLEXÃO A PARTIR DO MATERIAL PESQUISADO – Principais questões presentes nos materiais pesquisados de acordo com cada conceito estudado. Importante: Informe apenas os títulos do material selecionado, pois os links já foram disponibilizados na etapa anterior. |
Conceito: Educação Especial |
Vídeo: Educação Especial e Educação Inclusiva:
A educação especial é voltada para atender pessoas com determinadas deficiências, público alvo dessa modalidade, em escolas regulares, classes especiais ou espaços especializados, por exemplo, escola para cegos como o Instituto Benjamin Constant ou o INES- Instituto Nacional de Educação de Surdos; ambos localizados no Rio de Janeiro e especializado na deficiência específica e, fornecendo os materiais necessários para o desenvolvimento das habilidades da leitura por meio do sistema Braille e da Língua Brasileira de Sinais respectivamente. Sobre esses espaços especializados, num primeiro momento enxergamos a segregação, mas agora vemos a inclusão do aluno no mundo, na sociedade por meio de uma educação com profissionais especializados, ou seja, preparados não só para atendê-los no que diz respeito à ensinar a leitura através do Braile/Libras, mas como também esse tipo de educação vai ampliar o conhecimento do aluno, o colocando num patamar de igualdade, pois fará com que ele possa acessar as mesmas informações que aqueles que não possuem deficiência acessam. Infelizmente ainda hoje não encontramos escolas regulares em que esses alunos sejam atendidos de acordo com suas necessidades, geralmente os profissionais não sabem Braille ou Libras, faltam profissionais mediadores capacitados, e ambientes que garantam a segurança e a inclusão desses indivíduos. A importância desse tipo de educação está na contribuição que um local como esse pode dar ao aluno fazendo com que ele possa estar antenado com o mundo. Em contrapartida num modelo de escola inclusiva, na qual o aluno teria convívio com outros sem deficiência, muitas vezes não contando com os recursos que uma escola especializada possui, tanto humano quanto material, o aluno acaba incompreendido e isolado.
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Conceito: Educação Inclusiva |
Vídeo: História da Educação Inclusiva: Ao longo dos anos a inclusão foi tecendo a sua história, e foram muitos anos para que a inclusão chegasse ao patamar de hoje. Embora ainda tenha muito para ser debatido sobre esse assunto e várias providências que precisam ser tomadas no campo da inclusão, não se pode negar a evolução até agora. Ao olhar para trás e ver que as pessoas eram queimadas, enforcadas, afogadas pelo simples fato de possuir uma deficiência, podemos concluir que o maior problema não está na pessoa que a possui, ou mesmo na deficiência em si, mas na aceitação do outro que por sua vez não sabe lidar com o desconhecido daí surge o preconceito, a segregação. No entanto, quando convivemos lado a lado desde cedo, cito o exemplo das crianças, o que era diferente passa a ser encarado com naturalidade. As mudanças na lei garantiram o acesso nas escolas regulares com a LDB de 1961,além do CNE que ajustou o currículo do ensino superior de licenciatura com a matéria de LIBRAS, o PNE de 2001 com o decreto lei 7.853/89 que diz respeito a integração da pessoa com deficiência, a Declaração de Salamanca que veio restaurar o modelo assistencialista de ensino. Esses são alguns passos que tornaram possíveis a educação inclusiva, educação essa que veio contribuir de forma significativa para a inserção da pessoa com deficiência em sociedade num patamar de igualdade.
Texto: Declaração de Salamanca. A Declaração de Salamanca (1994) reconhece a necessidade da educação para crianças, jovens e adultos com necessidades educacionais especiais dentro do sistema regular de ensino. Segundo este documento toda criança tem o direito a educação, possui características únicas, as pessoas com necessidades educacionais especiais devem ser acomodadas na rede regular de ensino e a pedagogia deve ser centrada na criança. As escolas regulares que possuam essa orientação inclusiva são eficazes para combater ações discriminatórias e ajudando a criar uma sociedade inclusiva e uma educação para todos. Ainda segundo a Declaração de Salamanca há um consenso de que crianças e jovens com necessidades educacionais especiais devem ser incluídas em arranjos educacionais feitos para a maioria das crianças, ou seja, em escolas inclusivas, afim de se criar uma sociedade inclusiva e sem discriminação. Segundo a Declaração, os sistemas de ensino devem se adaptar às crianças e não estas às ideias pré-concebidas sobre o ritmo de aprendizagem. Nos locais onde existem escolas especiais, estas podem ser ótimos recursos na formação de escolas inclusivas, servindo de centro de treinamento e de recursos para profissionais de escolas regulares. As escolas especiais devem continuar a prover educação mais adequada a um número de crianças que por algum motivo não possam ser atendidas adequadamente nas escolas regulares. Os investimentos às escolas especiais deveriam neste sentido ser para que elas pudessem auxiliar as escolas regulares no atendimento às necessidades especiais e contribuir com métodos e conteúdos curriculares.
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Conceito: Acessibilidade |
Texto: Corrêa, Priscila Moreira e Manzini, Eduardo José. Um estudo sobre as condições de acessibilidade em pré-escolas. Revista Brasileira de Educação Especial [online]. 2012, v. 18, n. 2 [Acessado 13 Janeiro 2022], pp. 213-230. Resumo: Neste trabalho os autores versam sobre a acessibilidade física, o trabalho foi realizado em seis escolas no interior de São Paulo, seguindo os seguintes critérios: deveriam atender alunos com deficiência física, visual ou deficiência múltipla, ano de construção da escola e sua localidade. O objetivo deste trabalho seria então apresentar resultados da aplicação de um protocolo de avaliação da acessibilidade física, comparando essa questão nessas escolas. Este protocolo buscava analisar as condições físicas da escola tendo em vista identificar as barreiras e obstáculos que impedem a acessibilidade dos alunos. São exemplos dos espaços analisados: banheiro, bebedouro, corredores, portões, piso, quadra de esportes dentre outros. O protocolo ajudaria os profissionais de atendimento educacional especializado possibilitando que estes identifiquem, elaborem e organizem recursos pedagógicos e de acessibilidade. Foram identificados nestes espaços barreiras arquitetônicas, pois os prédios eram antigos, construídos quando a nossa sociedade e as construções não seguiam o paradigma da inclusão e não se utilizava a filosofia do desenho universal. Os alunos com deficiência não estavam também presentes nas escolas de ensino regular. Se faz necessário que as escolas se adequem às necessidades desses alunos. Metodologicamente os autores construíram gráficos, analisaram as escolas com base nos aspectos elencados para cada ambiente e as compararam, oferecendo alternativas para que as escolas se adaptem às necessidades dos alunos. Busca-se então tornar o ambiente escolar seguro para estes alunos, identificou-se barreiras como falta de sinalização, ausência de piso antiderrapante, lixeiras que apresentavam riscos, buracos, tocos de árvore, bebedouros e banheiros não acessíveis etc.
Audiovisual: Vídeo 1: Acessibilidade e tecnologia assistiva na Educação
Segundo a autora do vídeo a acessibilidade consistiria em transpor as barreiras que existem na sociedade e garantir que todos participem dos diversos âmbitos sociais. Segundo o vídeo a lei Nº 13.146/2015 estabeleceu a acessibilidade como direito da pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida a viver de forma independente exercendo seus direitos de cidadania e participação social. O vídeo também nos informa que o termo correto a ser utilizado seria pessoa com deficiência e não portador de deficiência. Na era digital os direitos dessas pessoas devem ser respeitados e garantidos, a partir de tecnologia assistiva que favorece muito a educação tanto na forma presencial ou remota. São exemplos de tecnologia assistiva e que garantem a acessibilidade para a pessoa com deficiência na educação: lupa eletrônica para pessoa com baixa visão, com esta ferramenta a leitura se torna possível; Dosvox: programa que se comunica com o usuário por meio de síntese de voz. Audiodescrição; legenda em vídeos. O vídeo pontua ainda que a tecnologia assistiva é o conjunto de recursos utilizados para auxiliar pessoas com deficiência em suas habilidades funcionais tornando suas vidas mais fáceis e independentes, promovendo assim, qualidade de vida e inclusão social. Vídeo 2: Educação Para Todos: Acessibilidade nas Escolas. Neste segundo vídeo, de uma escola da Paraíba, vemos a questão da acessibilidade na prática. O vídeo começa apresentando a experiência de uma profissional que auxilia na mediação do aluno Gabriel, com dificuldades na coordenação motora. Ela cita a importância dos cursos de formação na área. A cuidadora vê o seu papel não como de uma babá, mas de auxiliar na inclusão, não fazendo as tarefas do aluno, mas possibilitando que ele as faça. Posteriormente o vídeo traz a fala do aluno dizendo que a profissional o ajuda muito pois noventa porcento de sua coordenação foi afetada. Na fala de outro aluno, Lucas, que é cego, vemos na prática o exemplo de uma escola que é acessível. Ele demonstra muita felicidade em seu relato de como foi conhecer essa escola, diz que com as sinalizações existentes no chão ele consegue caminhar com mais fluidez. Em sua escola anterior tinha muitas dificuldades, não possuindo recursos em braile e sinalização adequada. O aluno diz que nesta escola ele se sente bem e acolhido. Vemos assim nestes exemplos a importância de que se garanta a acessibilidade e vemos que as escolas ainda precisam melhorar muito nessas questões.
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Conceito: Surdez |
Vídeo 1 : Os Surdos têm voz. O educador Leonardo Castilho conta neste vídeo alguns preconceitos vividos pelos surdos. Surdo desde os 8 meses de idade, Leonardo é um educador de museus e poeta. Nos conta que a comunicação do surdo se dá por meio visual, com sinais, com expressões faciais com o corpo, com as mãos e leitura labial. A sociedade chama erroneamente os surdos de “mudos”, mas o educador questiona esse termo. Os surdos têm voz. Ele traz algumas falas preconceituosas de ouvintes por exemplo ao dizerem ao surdo que é uma pena ele ser surdo, que ele seria completo se escutasse. Como assim uma pena? Leonardo diz que é completo, somente não funciona do jeito que a sociedade quer. Ele fez aula de dança, jazz, sapateado, curso de DJ. Por falta de conhecimento muita gente diz ao surdo que ele não parece surdo, é uma fala preconceituosa. Outro problema é a acessibilidade, por mais que tenha melhorado, com legenda nos vídeos, intérprete de sinais, o educador defende que os intérpretes precisam de formação na área que vão atuar. Ele também cita alguns problemas enfrentados na questão da acessibilidade, por exemplo ao visitar uma amiga tem dificuldades com o interfone. No celular as pessoas enviam áudio, Leonardo diz: “tem gente que escuta, mas não pensa”. Vídeo 2: Quando se escuta com os olhos Documentário do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) sobre Surdez, apresenta um dado de que 10% da população brasileira possui algum problema auditivo. O vídeo mostra a importância do diagnóstico precoce e os exames que devem ser feitos desde o nascimento da criança, como o BERA. Mostra-se também como é para a família descobrir a surdez e o impacto deste diagnóstico. É importante ao descobrir a surdez dar acesso à Língua Brasileira de Sinais para essa criança surda, quanto mais cedo ela tiver o acesso ao idioma mais ela poderá se desenvolver e perceber situações ao seu entorno. Segundo o relato de uma mãe cujo filho é atendido pelo INES, a instituição oferece aos pais a possibilidade de também aprender Libras para se comunicar com eles.. Outra possibilidade que essa família tem é o do implante coclear, após avaliação de uma equipe multiprofissional, a família pode optar pelo implante, para colocação de um dispositivo com eletrodos na cóclea através de uma cirurgia, possibilitando a criança escutar, a cirurgia está disponível pelo SUS. Há famílias que escolhem a oralização de seus filhos, segundo os pais da menina Marina, o implante e a oralização foi o caminho que eles escolheram, existem outros caminhos, devendo a família optar o que é melhor para si. O papel da escola regular é fundamental para percepção de casos de problemas auditivos dos alunos, devendo os profissionais da escola ficar atentos. O que às vezes pode passar como desatenção ou timidez, pode ser na verdade uma perda auditiva do aluno. São mostrados diversos casos de crianças e adolescentes surdos e o relato de suas famílias. Uma das famílias optou pelo bilinguismo, oferecendo a seu filho o ensino de Libras e a leitura labial, e o mesmo pôde trabalhar com isto fazendo leitura labial em jogos de futebol para uma emissora de televisão. É mostrado também que os problemas auditivos atingem os idosos, acometendo cerca de 70 % destes. Isso gera grandes problemas para estas pessoas. Ainda segundo o documentário, em todos os casos ou faixas etárias a surdez não deve ser impedimento da educação, da socialização e pleno exercício da cidadania.
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3º. Momento – APRESENTAÇÃO DA CURADORIA DIGITAL – Após o estudo dos materiais selecionados, o (a) licenciando (a) deverá apresentar as ideias centrais presentes nos conteúdos pesquisados com o apoio de uma tecnologia digital da informação e comunicação, disponível na web. A apresentação poderá ser no formato de fichamento, resumo, mapa mental, áudio, vídeo, entre outras possibilidades.
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<inserir o nome da apresentação> |
O objeto virtual de aprendizagem será disponibilizado na próxima etapa do trabalho na área destinada para ele. |
Como o material selecionado e estudado em sua curadoria pode ajudar responder à pergunta norteadora da nossa disciplina?
Pergunta norteadora: Quais os valores e atitudes que, objetiva ou subliminarmente, observados no cotidiano escolar, constroem e consolidam mecanismos de inclusão ou de exclusão?
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A partir desta curadoria, e respondendo a pergunta geradora, nos baseamos além do material explorado acima, num evento realizado pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, do Município do Rio de Janeiro. Enxergamos como mecanismos de exclusão o capacitismo e o preconceito. E mecanismos de inclusão entendemos que são aqueles que visam a autonomia do aluno, através de ambientes e materiais acessíveis e também atitudes que não sejam excludentes. O congresso da pessoa com deficiência se concentra na desconstrução, ou seja, ultrapassar a fase do capacitismo que advém do preconceito, que se inicia dentro de casa com a superproteção que os pais, por medo de deixarem seus filhos alçarem vôo como as pessoas sem deficiência e mesmo sem querer tolhem os sonhos dos filhos. Através deste congresso também é possível conhecer um pouco do trabalho que a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, órgão ligado à Prefeitura do Rio de Janeiro, realiza atendendo às mais diversas necessidades, promovendo a transformação do indivíduo através dos estímulos nos mais variados campos, bem como inserção e capacitação. O capacitismo foca na incapacidade mas é a autonomia que nos dá o poder de escolha pois somos agentes transformadores e essa transformação precisa ter início dentro de casa, junto aos nossos familiares. É difícil quando recebemos um filho com necessidades especiais, pois não nos preparamos para essa situação, então vem a cobrança da sociedade aliada às dificuldades do dia a dia; ainda assim não temos que ser super pais ou mães nota 10 porque hoje existem vários projetos onde se pode buscar ajuda, ajuda para entender, aceitar e erguer a cabeça pois apesar das lutas temos direitos para fazer valer e é o conhecimento que pode facilitar a trajetória porque apesar da quebra de expectativa, a vida com um filho deficiente pode ser devastadora ou edificante, vai depender de onde está o foco dos pais,da família na busca e aceitação de ajuda; porque enquanto o medo e a vergonha nos puxam para trás o isolamento social fazem com que oportunidades sejam perdidas. Portanto o empoderamento acontece quando passa-se a respeitar a própria história e acreditar no potencial que torna os sonhos possíveis porque a pessoa com deficiência hoje pode ser o que quiser porque ela é a protagonista da própria história e a deficiência não pode funcionar como um limitador. Todos vivemos numa zona de conforto onde não existe a deficiência, porque quando não temos essa situação na nossa vida não olhamos para o lado e não nos preocupamos com o outro. Daí a importância da inclusão pois a convivência nos faz olhar para o lado e as pessoas com deficiência precisam ser vistas, até para que as necessidades fiquem exacerbadas pois, quem tem que mudar o olhar é a sociedade e os órgãos competentes que tem que oferecer os meios de tornar melhor a convivência através do cumprimento das leis de acessibilidade. Link do Congresso citado: https://youtu.be/esgGZoAezhA |
ETAPA 2 - APRENDIZAGEM EXPEDICIONÁRIA - IMERSÃO NA VIVÊNCIA PRÁTICA
Seja um (a) pesquisador (a)!
O nosso objetivo é que você reflita sobre o contexto real em que a questão norteadora apresentada está inserida, por meio de um roteiro que nomeamos “Guia de Campo”. Esse documento, “Guia de Campo”, destaca pontos importantes e essenciais para sua observação e análise crítica.
Após as pesquisas realizadas na etapa, acreditamos que você é capaz de identificar questões e problemas em contextos reais de ensino-aprendizado, bem como propor estratégias para a superação do que foi encontrado.
No “Guia de Campo” estão os aspectos que devem ser observados no contexto real, ou seja, o campo da prática pedagógica.
Nossa intenção é que você apresente um problema inserido na sua realidade, de modo que você possa pensar em possibilidades de transformação de uma realidade vivenciada e/ou observada por você. Assim, preferencialmente, pedimos que esta instituição seja identificada dentro de seu contexto de vivência (comunidade, bairro, trabalho, etc.), porém, caso isso não seja possível, não acarretará nenhum problema para a sua atividade.
Então vamos à imersão no campo pedagógico?
1 - Buscar conhecer, em seu município, uma escola inclusiva – Aproveite a oportunidade para observar os aspectos estudados nos materiais da etapa anterior. Vale destacar que, analisar a estrutura física/pedagógica é importante para se pensar a inclusão. Pergunte/pesquisa a proposta pedagógica da escola e analise-a. Busque construir um perfil institucional crítico do local escolhido por você.
2 - Observe/participe de uma atividade educacional neste espaço – Busque estar imerso no cotidiano da Instituição, analisando a prática pedagógica existente à luz dos conhecimentos construídos. Nesta etapa, procure perceber como a teoria e a prática estão se relacionando no dia a dia escolar da inclusão.
Nesse momento Pandêmico, sugerimos que as atividades sejam realizadas de forma remota/ on-line. Portanto, pesquise na Internet instituições de ensino ou até mesmo relato de experiências (vídeos, depoimentos, reportagens, documentários, entre outros) em que possa ser observado um caso de inclusão no cotidiano escolar.
3 - Faça uma análise dos aspectos mais interessantes e dos mais “frágeis” percebidos ao considerar a inclusão escolar – Aproveite este espaço para colocar-se com o seu olhar crítico e projetivo. Ao descrever os pontos frágeis, busque sugerir alternativas para a Instituição. Este é um importante exercício para a sua formação.
4. Registre as informações da Instituição observada no quadro a seguir. Utilize-o como um registro de memória, com imagens de documentos da instituição (folder, por exemplo), fotos, desenhos, bem como outras informações relevantes, na sua perspectiva.
APRESENTAÇÃO DA INSTITUIÇÃO OBSERVADA |
Nome do espaço |
Escola Especial Municipal Rotary Club |
Endereço/link da Internet do espaço: |
Endereço: Rua Cambaúba, 159. Jardim Guanabara, Ilha do Governador - RJ Link: Especial Rotary Club | Facebook |
Área de Atuação: |
Educação Especial e Educação Infantil |
Público-alvo: |
A escola atende alunos da educação especial distribuídos em classes especiais de acordo com suas idades e especificidades, atendendo alunos com deficiências de todo o tipo: TEA, Síndrome de Joubert, Síndrome de Down, Deficiência Múltipla, Surdez ou Cegueira associados à deficiência intelectual dentre outras, não existindo uma idade limite para que esses alunos deixem a escola, muitos ficando até seu falecimento. A escola atende também quatro turmas regulares de educação infantil que recebem alunos incluídos. |
Como este espaço atua para a transformação social do contexto na qual está inserida? |
Essa escola atua com alunos em sua maioria pobres, oriundos de comunidades da Ilha do Governador, muitos em situação de vulnerabilidade. Assim desempenham um papel de incentivo e autoestima dessas famílias atendidas, buscando a autonomia do aluno de acordo com suas capacidades. Para muitos essa autonomia será a de conseguir se comunicar por meio de comunicação alternativa, outros será se alimentar sozinho, ir ao banheiro, varia de caso a caso. O suporte dado aos pais, valorizando seus saberes, mostrando possibilidades, aumentando sua autoestima e sua importância também é fundamental, a escola mostra que eles não estão sozinhos. |
Análise dos dados da observação |
Descrição da análise a partir da perspectiva do (a) licenciando (a). |
<registrar como foi o processo de observação, quais suas expectativas e se elas foram satisfatórias com relação ao seu objetivo. Conte-nos como se sentiu fazendo a pesquisa e de que forma essa pesquisa pode contribuir para a sua formação docente. Aponte o que foi mais relevante ao longo da observação. Traga a sua percepção para nós, de acordo com as leituras feitas por você!>
Em decorrência da pandemia escolhemos este espaço pois um de nós já trabalhou neste local e contou aos outros como foi a experiência. Esse relato possibilita entendermos na prática como funciona o atendimento a este público, fazendo relação com os textos discutidos e com a pergunta norteadora da disciplina. Esta pesquisa contribui primeiramente a ter um olhar não excludente e não preconceituoso pois vemos que muitos termos que geralmente se utilizam para denominar este público não é mais utilizado se tratando de nomenclaturas excludentes e muitas vezes preconceituosas. Vemos também que é necessário ter um olhar que transponha o capacitismo, pois a sociedade precisa se adaptar às necessidades de todos, precisamos de espaços que possibilitem a inclusão da pessoa com deficiência, e como profissionais que irão lidar com este público precisamos compreender e nos capacitar sempre para garantir o direito de todos à educação de qualidade.
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A partir da análise realizada destaque um desafio percebido nesse cotidiano que se relaciona com a questão geradora da nossa disciplina:
Questão Geradora - Quais os valores e atitudes que, objetiva ou subliminarmente, observados no cotidiano escolar, constroem e consolidam mecanismos de inclusão ou de exclusão? Os mecanismos de inclusão são a valorização da pessoa com deficiência e de suas famílias. Fatores de exclusão: a sociedade com seus espaços e ações ainda excludentes, preconceitos, capacitismo. A escola é adaptada para atender aos alunos tendo banheiro adaptado, acesso aos espaços da escola contando com rampa (quadra, salas de aula etc.). os alunos contam também com o ônibus da prefeitura que os busca ao ponto mais próximo de casa. Algumas dificuldades estruturais são decorrentes do prédio escolar ser bem antigo, mas no geral conta com as adaptações básicas.
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<descrever um desafio observado no cotidiano do espaço observado, considerando suas possibilidades de superação, por meio de uma ação pedagógica> Necessidade de mais profissionais voltados para a mediação,é um problema geral da prefeitura que conta apenas com estagiários e poucos Agentes de Apoio à Educação Especial, precisaria se fazer mais concursos na área.
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